Mikhail Aleksandrovitch Bakunin (30/05/1814 - 01/07/1876)

Mikhail Aleksandrovitch Bakunin (30/05/1814 - 01/07/1876)
Um russo, louco, espontâneo, libertário, internacionalista, revolucionário... um anarquista!

segunda-feira, 5 de março de 2012

História Contemporânea: RESUMO: As Revoluções do século XIX e as unificações da Itália e da Alemanha. p: 14.


Como norte de nosso estudo, vamos pelo esquema abaixo:

As revoluções citadas nesse capítulo têm como ideologia os pensamentos liberais, socialistas, nacionalistas, monarquistas e republicanos. O texto não cita a A.I.T (Associação Internacional dos Trabalhadores) que era criada em meio a todo essa tensão, por isso vou postar em outro artigo.
Sobre o tema das unificações, basicamente os países que estavam apoiando os movimentos de unificação nacional eram: Prússia e Itália; a França de início apóia as unificações da Itália e da Prússia, porém, depois se vê ameaçada por essas futuras potências do continente Europeu e se opõe. Do lado da turma do contra está então a Áustria, país que mais iria perder com esses processos. Perder o norte da Península itálica que estava sob seu domínio e o território alemão que exercia supremacia. A França temia que o equilíbrio entre potências européias fosse trocado por potências poderosas como o surgimento da Alemanha e da Itália, mais próxima da França.
Por isso que teremos as Guerras Franco-Prússiana (entre França e Prússia), Guerra Austro-Prússiana (entre Áustria e Prússia), além de alianças como a Franco-piemontesa (França e parte da Itália contra a Áustria) e o pacto-militar entre Itália e a Prússia contra a Áustria.

Antes de iniciar temos uma pergunta: para quê a unificação?
Lembremos que os ideais de justiça sob a sombra de uma Constituição republicana mais justa, sentimentos de liberdade tanto do lado liberal quanto socialista, soluções para acabar com as crises econômicas que passavam vários países eram labaredas que ameaçavam liquidar de vez com o absolutismo que ressurgia com o Congresso de Viena. A unificação para muitos era a efetivação do capitalismo em roupagem liberal ou, mais direitos e cidadania aos ansiosos por uma republica, seja ela popular ou burguesa liberal. O absolutismo impedia tanto o avanço do capitalismo liberal quanto as reivindicações dos trabalhadores. Mostrado o contexto, vamos lá!

     
As ondas revolucionárias de 1820 e 1830 tiveram como objetivo revoluções liberais ou em busca de reformas napoleônicas. As revoluções de 1820 influenciaram países como Portugal, Espanha e Grécia; as de 1830 foram mais intensas afetando países como a França, Bélgica, Polônia e Itália, tendo repercuções mais profundas, por exemplo: independência da Bélgica da Holanda e na Inglaterra houve reformas eleitorais.



As revoluções de 1848 foram radicais.

 Com uma mistura de reivindicações dos trabalhadores baseados em idéias socialistas como o marxismo e, em especial de Proudhon na França, juntando com pensamentos nacionalistas pôs muitos países em um turbilhão de revoltas populares caracterizando as revoltas desse ano de “Primavera dos Povos” por propor, com influencia do socialismo, a germinação de uma sociedade futura.

De qual forma a revolução se deu na França? Em 1848 o rei Carlos X cancela a Constituição de 1830 e o povo se revolta. A burguesia conservadora elege o Duque de Orleans para o trono e este vira Luis Felipe. Este rei limita o voto e eleva as constas do governo. O resultado foi a união entre socialistas, republicanos e até bonapartistas contra o rei. Ocorrem manifestações com o nome de “Política dos banquetes” por promoverem grandes banquetes. O rei proíbe as manifestações e isso piora a situação do rei, pois a Guarda Nacional, com boa parcela formada na base por pessoas de bairros periféricos adere as manifestações.  Resultado: fuga do Rei Luis Felipe para a Inglaterra e em Paris é proclamada a República. Mas não acaba em mar de rosas, há muito sangue e revolta até desembocar na Comuna de Paris em 1870, mas isso vamos ver em outro post.

As revoluções de 1848 na Península Itálica.
                                                   (Giuseppe garibaldi, lider da unificaçã italiana)


Em 1848 a península era dividida em vários Estados independentes. Surgem revoltas com idéias liberais e nacionalistas com objetivo de unificar a Península. Rebeliões ocorridas ao sul força Fernand II a redigir uma Constituição, a rebelião se estende para outros reinos da península.

Inicia-se uma guerra contra a Áustria que dominava o norte da península. Mas por enquanto os austríacos contém as revoltas e esfria os movimentos de unificação e revolução.

Na Alemanha.

Em 1848 suguem muitas revoltas com objetivos de instauração de um Governo liberal e de unificação dos Estados alemães. Se organizava a Alemanha em Confederações unindo os 23 Estados Germânicos sob a supremacia da Áustria seguida da Prússia. Em março de 1848 rebeliões populares derrubam o 1° ministro Metternich e em maio do mesmo ano criam a Convenção de Frankfurt com objetivo de redigir uma Constituição para unificação dos estados alemães e indicam quem? Ahhhhh... o rei da Prússia, Guilherme IV. A Áustria, claro, se opõe a essa convenção e sufoca as rebeliões.
As revoluções que vão de 1820 até 1848 tiveram desfechos diferentes em diversos países. Na França teve caráter mais reivindicatório e popular, em países como Alemanha levanta a bandeira nacionalista e dão início a movimentos de unificação neste e na Itália, que veremos abaixo.





A unificação italiana.  

Em 1860 o norte da península esta sob domínio da Áustria, as revoluções de 1848 estavam fracassadas. Os Carbonários (precursores dos movimentos de unificação) estavam espalhados pela península. Estes se dividiam entre republicanos (Giuseppe Mazzini e Giuseppe Garibaldi) e monarquistas (Camilo Cavour). Garibaldi se torna um dos mais ativos no movimento de unificação e junto com os Carbonários toma o reino de Piemonte-Sardenha por influencia de uma Burguesia local e institui uma monarquia constitucional.

Em 1858 realiza-se um acordo com Napoleão III – aliança Franco-Piemonte -, pacto contra a Áustria. Dá-se inicio ao processo de unificação da Itália.
Os italianos acabam vencendo a Áustria e anexam a Lombardia ao Reino de Piemonte. Seguem as conquistas, com a Toscana, Parma e Módena e alguns Estados Pontíficos.
Em 1860 forma-se o Reino das Alta Itália unido o norte e parte do centro da península. A Expedição dos Mil Camisas Vermelhas conquistam Nápoles e a Sicília e ligam os Estados do sul com o do norte.
Em 1861 vem o reino da Itália, mas faltavam apenas Veneza e Roma que estava sob proteção da França que agora se opõe a unificação italiana acreditando que poderia nascer uma forte potencia bem ao seu lado. Em 1866 vem o pacto militar entre Prússia e Itália, os prussianos estavam no interessados no pactos para enfraquecer os austríacos na questão dos reinos alemães e os italianos na questão definitiva com Veneza. Tinham então o mesmo objetivo e o mesmo inimigo.

Surge assim a Guerra Austro-Prussiana que leva a Áustria a derrota e esta cede Veneza e em 1870 vem a Guerra Franco-Prussiana onde a França perde e Roma é anexada e completa a unificação do território da península itálica.


A unificação alemã.

Em 1848 havia a Confederação Germânica com 39 Estados alemães sob a hegemonia austríaca que não queria a unificação desses Estados formando um só.

Em 1834 é criado Zollverein: união Alfandegária para por fim os impostos fronteiriços entre estes Estados e proporcionar a união econômica e dinamizar o capitalismo. A Áustria não foi incluída, então ameaça a Prússia com guerra.

Em 1848 a Prússia percebe que não basta insistir em acordo diplomáticos com os austríacos para chegar a uma unificação, seria então um fortalecimento militar para derrotar os austríacos.

Em 1850 se fortalece e em 1860 inicia o Programa de Modernização Militar co apoio de burgueses e junkiers (grandes proprietários aristocráticos) e sob a liderança de Otto Von Bismarck que opta pela estratégia de exaltação do espírito nacionalista alemão em guerras para aflorar o desejo de união no povo germânico.

Em 1862 Bismarck se torna chanceler (1°ministro) e no ano seguinte exige de volta o território de Schleswig-Holstein que havia sido entregue para a Dinamarca em 1815 pelo Conselho de Viena.

Em 1866 forma-se uma aliança militar a Prússia com a Itália e surge a Guerra Austro-Prussiana, conhecida como Guerra das Sete Semanas. Na Batalha de Sadowa a Prússia vence.

Forma-se então a Confederação Germânica do Norte sob liderança da Prússia. Na tentativa de anexação do sul a França intervém com o mesmo objetivo ante tomado contra a Itália e surge a Guerra Franco-Prussiana. Na Batalha de Sedan a Prússia vence e o su é anexado.

Em 1871 Guilherme I, rei da Prússia, se torna o imperador da Alemanha e forma-se o II Reich (império).

Espero ter ajudado.

2 comentários:

  1. Você poderia me responder esta pergunta!
    Porque a Inglaterra,que era um pais liberal,temia as ondas revolucionárias?
    Obrigada

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