Mikhail Aleksandrovitch Bakunin (30/05/1814 - 01/07/1876)

Mikhail Aleksandrovitch Bakunin (30/05/1814 - 01/07/1876)
Um russo, louco, espontâneo, libertário, internacionalista, revolucionário... um anarquista!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

História Medieval: 7º ANO, RESUMO UNIDADE 3 – MUDANÇAS NA EUROPA: ECONOMIA, SOCIEDADE E POLÍTICA. P.03.



(ilustração de um jogo de vídeo game chamado Medieval 2 total war que torna os personagens das Cruzadas heróis da historia da Humanidade. Mas seriam heróis de quê?)

Nessa unidade vamos ver as transformações que aos poucos foram mudando da Europa do período que os historiadores chamam de Medieval para o período chamado de Moderno. Como já sabemos cada período compreende características próprias, assim como semelhantes ao anterior. Situações transformaram a forma que produziam, se relacionavam e se organizavam a sociedade européia e também esta retoma o contato com outros povos como Ásia, Oriente e África; a Europa olha novamente para o mundo e essa nova olhada faz nascer uma mentalidade que estamos impregnados ainda hoje que é o Eurocentrismo, é o europeu olhando o mundo com os olhos europeu. Vamos lá!


CAP. 1 – A BAIXA IDADE MÉDIA: UM TEMPO DE TRANSFORMAÇÕES.

Para compreendermos o que mudou e porque mudou é necessário ter em mente o que foi estudado nos textos anteriores, pois foram os temas anteriores que possibilitaram tais transformações na Europa e mundo. O termo Baixa Idade Média é dado a esse período por estabelecer o início do fim do período medieval.
A Europa do século XI estava crescendo em diversos aspectos, as transformações na agricultura levaram a inovações na técnica de plantar que levaram aumento na produção que levou a melhoria da alimentação que, por sua vez levou a um aumento na população; esse aumento vem com uma necessidade, mais terras para produzir mais! Surgem com essa necessidade três tipos de expansões:
Para a Península Ibérica, onde hoje é Portugal, Espanha e Parte da França;
Para o Oriente, com o objetivo de apoderar-se de lugares controlados pelos muçulmanos, como a cidade de Jerusalém;
E para o Leste europeu.

Transformações econômicas e a expansão territorial (século XI-XIII)

Com o aumento da população e o aumento na produção, lembrando, surgiram as cidades por conta do comércio, das sobras na produção e dos povoamentos em lugares que até então não eram habitados. Muitas cidades nascem do desenvolvimento de organização da produção artesanal.

A cidade feudal: centro de trocas e produção artesanal.
O surgimento do comércio e as organizações da produção artesanal proporcionam o surgimento de ocupações profissionais. Mas como era essa organização da produção artesanal?
O artesanato.
Bom, havia os mestres de ofício que eram os artesãos, que tinham o conhecimento e as ferramentas para a produção e eram donos das oficinas. Quem trabalhava para os mestres de ofício eram os aprendizes e os jornaleiros. Os aprendizes eram homens livres que dependiam do mestre para trabalhar e aprender o ofício; os jornaleiros (não tem nada a ver com jornal) eram homens que trabalhavam por jornada e ganhavam uma remuneração diária, fazia ‘bicos’(um serviço aqui e um serviço ali), nenhum trabalho fixo.
Essas associações entre os artesãos serviam para protegê-lo de outros produtos vindos de outras cidades (concorrência). A produção ocorria em pequena escala e não havia divisão de trabalho, ou seja, não era como hoje que cada seção da fábrica é responsável por uma parte da produção.
O comércio.
O comércio era fundamental nas áreas urbanas e em grandes centros de troca que se estabelecia no meio rural (passagens de viajantes) com produtos artesanais feitos nas cidades, esse era o comércio local. Havia o comércio de maior alcance que envolvia comerciantes de outras regiões, a isso chamamos de expansão comercial que em geral era vendido nas feiras alimentos, peles e objetos. Alguns lugares consideráveis no comércio eram as cidades do norte da península Itálica, como Gênova e Veneza que ligavam o comércio europeu com o do Oriente e a região de Flandres que dominava o comércio no mar do Norte desde a Inglaterra até a Rússia. Esse comércio internacional era o que rendia maior lucro e vamos ver mais para frente que esses comerciantes internacionais vão mudar o mundo consideravelmente de acordo com seus interesses.

As cidades e as contradições do crescimento da economia.
As cidades e suas expansões e desenvolvimento comercial e urbano dependiam estritamente do meio agrícola (assim como hoje), vamos ver como. O crescimento populacional pressionava a produção no campo por maior quantidade para suprir a demanda urbana e se caso o campo passasse por uma crise como desastres climáticos que prejudicassem a colheita então as cidades sofreriam também.
Foi o que aconteceu no início do século XIV quando mudanças climáticas com desmatamentos e más colheitas que fizeram aumentar o preço dos cereais (base da alimentação européia), com isso a população passa a sofrer e os negócios diminuem, muitos banqueiros faliram e Senhores de Terras passam a exigir os pagamentos da corvéia (pagamento em forma de trabalho na reservas senhoriais) em dinheiro e explora mais e mais os camponeses. Toda essa tensão leva a uma modificação geográfica da Europa, vamos ver.

A Reconquista Cristã da península Ibérica.
A história da Península Ibérica é bem particular. No ano de 711 é invadida e dominada pelos muçulmanos que ocupavam o norte da África e a partir daí passa a ser domínio muçulmano. Com administração política e militar islâmica. As lutas de reconquista foram muitas, porém não com muita ênfase. Agora com a situação que a Europa passa se torna mais ostensiva essa luta pela reconquista que se inicia por volta do século XI. Mas por que os europeus chamaram essa luta de reconquista? Vamos lembrar que a Europa até 711 ainda esta se formando, então não podemos dizer que os muçulmanos invadiram um Estado formado ou um continente politicamente organizado e estabelecido, então por que foi chamado de Reconquista? Vamos lá.
Vamos lembrar que tanto o Cristianismo quanto o Islamismo estavam em alta, ou seja, dominavam territorialmente continentes, o Oriente Médio e partes consideráveis da África era dominado pelo Islã e a Europa basicamente era controlada pelo Cristianismo; então essa luta entre os muçulmanos e europeus na península Ibérica se tornou uma guerra religiosa.
Para os cristãos era Reconquistar a terra que outrora fora dos cristãos e agora esta nas mãos dos ‘infiéis’, os cristãos deram um toque específico, o de conversão dos conquistados; usaram a guerra para dominar o território e também para converter os ‘infiéis’ ao cristianismo e de forma forçada.
Para os muçulmanos não tinham essa visão de conversão religiosa dos povos habitantes da península Ibérica porque na religião islâmica não é permitido converter alguém de forma forçada, o interesse era expansão territorial, mas também utilizavam a religião islâmica como justificativa, chamavam os Cristãos também de ‘infiéis’ e ‘bárbaros’.
Bom, para os cristãos a guerra era chamada de Reconquista e para os muçulmanos era chamada de Jihad. Os cristãos vencem no ano de 1492 e dominam a península ibérica. Vamos ver quem da Europa se apoderou da península Ibérica quando formos estudar sobre Portugal. Agora vamos para os fatores internos e externos que levaram a derrota dos muçulmanos.
Fatores internos.
Esses fatores internos dizem respeito a situação dos muçulmanos que dominavam a península Ibérica, vamos lá. Essa região passa, depois de 711, a ser uma região próspera para o Império Muçulmano e se estabelece aí uma administração muçulmana típica, com emires e califas. Essa administração tipicamente muçulmana gera tempos depois um conflito interno que vamos desenvolvê-lo agora.
Al-Andaluz, como os muçulmanos chamavam a península Ibérica, possuía cidades grandes a nível comercial e militar (Córdoba, Madri, Toledo e Sevilha). Nessas cidades viam caravanas comerciais da África e do Oriente. A cultura árabe influenciou o lugar e isso nota-se até hoje. Na agricultura teve algumas modificações por conta da influência cultural. Introduziu na Europa o arroz e cana-de-açúcar, melhoraram a plantação com sistema de irrigação que melhoraram a cultivo do grão-de-bico, feijão, cevada e trigo. O azeite foi para o Oriente e norte da África, além do figo, laranja, maçã, amendoim e pêra. Ainda na África, nas regiões dominadas pelos berberes que eram regiões mais secas passaram a receber a criação de gado.
A sociedade de Al-Andaluz era muito diversa: havia árabes, berberes, antigas populações celtas e germânicas, muçulmanos, judeus, cristãos, conversos e moçárabes. Foi difícil manter tal diversidade sem não causar atrito entre elas.
Os primeiros conflitos surgem entre os próprios conquistadores. Os árabes eram a elite que dirigia os exércitos e ficavam com a maior parte das terras e com os principais cargos, enquanto que os berberes (povos oriundo do norte da África) serviam nos exércitos e ficavam com a menor parte das terras.
Essa diferença gerou conflitos internos e com isso mudanças na administração e na política de Al-Andaluz. No século XI os chefes locais aumentaram seu poder aproveitando as disputas pelo poder central entre os árabes e os berberes e isso deu origem ao período das Primeiras Taifas, que é uma espécie de província governada por chefes locais.
Após esse período os muçulmanos do morte da África centralizam novamente Al-Andaluz e reprime militarmente os chefes locais aumentando a tensão. Essa repressão gera mais conflitos e nova descentralização que lava a Segunda Taifa que seriam a última fase de centralização com os Almoadas. A Terceira Taifa não consegue resistir a invertida cristã e cai depois que Granada é conquistada em 1492.
Vamos ver agora os fatores externos.
Fatores externos.
Esses fatores dizem respeito à situação dos cristãos no restante da Europa. A Igreja Católica está dominando consideravelmente o continente e os nobres e reis europeus estão em busca de mais terras; aí está, a situação: o papa com o domínio da mentalidade européia, os nobres, reis com fome de território e têm os comerciantes que estão enriquecendo e a procura de mais espaço para estabelecer comércio.
Tudo começa com a rota de peregrinação na região da Astúrias (norte de Portugal), essa rota era, junto com a cidade de Roma e Jerusalém os pontos de maior peregrinos cristãos, daí a importância de defendê-lo. O problema era que os muçulmanos cobravam ‘pedágios’ para os cristãos passar pelas terras de Al-Andaluz, além da falta de proteção em território muçulmano que os cristãos sofriam com saques pelo caminho.
A defesa desse caminho vem beneficiar alguns, como a Igreja que levanta a bandeira cristã para defender novas terras e essas terras seriam, obviamente, a vontade de nobres e reis europeus que ficam do lado do papa e invadem Al-Andaluz e com isso o papa tem o controle desses nobres e reis.
O interessante é que muitos reis ora ficava do lado dos cristãos e ora ficava do lado dos muçulmanos, foi assim que reis da Astúrias (norte de Portugal), Leão (nordeste de Portugal), Castela (região de onde viria ser depois a Espanha) e Aragão (também região espanhola), todos lugares de divisa entre Al-Andaluz e Europa.
Entenderam porque era interessante para muitos europeus a Reconquista da península Ibérica.

Agora vamos ver, no mesmo texto, as conseqüências dessa vitória sobre os muçulmanos na península; como isso repercutiu na Europa e no Oriente Médio.

As Cruzadas.
Esse termo se dá as expedições religiosas e militares que entre o século XI e XIII dirigiram europeus para terras fora da Europa para lutar contra supostos ‘inimigos’ da religião Cristã. Os fatores que contribuíram para as Cruzadas foram:
Aristocracia (nobres) e reis em busca de mais terras para domínio;
O interesse do papa em universalizar seus poderes espirituais e materiais, ou seja, domínio de terras e controle de pessoas convertidas ao cristianismo;
As Cruzadas serviriam para colocar ainda mais reis e nobres sob poder papal, os comerciantes, como eu disse acima, também iriam se interessar por aumentar o espaço de comércio.
As expedições.
No ano de 1905, no Concílio de Clemont, o papa Urbano II estimulou a reconquista de Jerusalém prometendo o perdão dos pecados de quem fosse em tal luta, essa idéia de perdão era muito importante para os cristãos europeus, vamos lembrar da influencia da religião em todo período medieval, pois homens buscavam seu perdão para alcançar a vida eterna (sobre essa influencia da religião cristã na população medieval posso dizer que não foi 100% e que se misturou com crenças locais dando um trabalho para a Igreja católica para fazer valer seus dogmas e crenças, mas isso Vamos estudar mais para frente), o nome de Cruzadas vem de cruzes vermelhas estampadas nas roupas das pessoas que iam para tal investida.
A primeira Cruzada (conhecida como Cruzada Popular ou dos Pobres), em 1096, foi de camponeses, aventureiros e ladrões unido a um monge chamado de Pedro, o Eremita. Essa cruzada saiu enquanto o papa estava convencendo reis e nobres pela Europa. Os primeiros cruzados saquearam cidades e vilas de judeus e muçulmanos que estavam a caminho de Jerusalém, mas foram dizimados pelos turcos.
Houve 8 Cruzadas onde a primeira Cruzada Oficial consegue reconquistar Jerusalém, mas as briga entre os próprios cristãos no Oriente e o novo líder muçulmano Saladino leva a perda da cidade. A terceira chamada de Cruzada dos Reis, de 1189 até 1192, consegue um acordo com Saladino. A quarta Cruzada consegue retomar a cidade, mas logo perderam. Jerusalém foi reconquistada pelos muçulmanos no século XIII.
Os resultados das cruzadas.
Os resultados na Europa formam consideráveis. Apesar de não alcançar os objetivos, as Cruzadas aceleraram muitas transformações no continente europeu. Na Europa aumenta a desconfiança na capacidade de a Igreja Católica intermediar as relações com Deus e o homem e entre os próprios homens também, inicia-se massacres de judeus, cristãos ortodoxos (cristãos que não seguem as doutrinas e ordem do papado) ou muçulmanos, realizados por católicos (é a chamada Inquisição que se intensifica depois das Cruzadas) que afastou ainda mais esses grupos aprofundou o ódio e rivalidades entre eles.
Quais foram as outras mudanças significativas para a Europa?
• Veio a crise no sistema feudal, em que os nobres enfraqueceram não podendo montar mais exércitos e sem controle dos camponeses;
• O despovoamento das terras do norte da Europa, isso devido as mortes das pestes que arruinaram a Europa e as imigrações e mortes motivadas pelas Cruzadas;
• O revigoramento das rotas comerciais pelo Mar Vermelho que estabeleceu comércio entre a Europa e o Oriente;
• Entrada de novos produtos orientais na Europa como o açúcar e o algodão;
• Estabeleceram-se contatos culturais entre Europa e Oriente.

As ordens militares.
As ordens que nasceram, em especial, nas Cruzadas foram: em Jerusalém, a Ordem do Templo ou Templários que se encarregavam de defender o Templo de Jerusalém, financiar peregrinos, cuidar de seus bens e segurança; no Oriente origina-se a Ordem do Hospital ou Hospitalários que dedicavam-se aos cruzados e peregrinos que necessitassem de hospedagem ou cuidados, protegiam também os novos territórios ocupados pelos Cristãos.
Essas ordens ficaram tão poderosas com doações e conquistas que algumas se organizavam de forma autônoma e rivalizavam com o papado, há quem diz que os Templários sofreram perseguição do papado depois do fim das Cruzadas por não aceitar algumas ordens do papa, ordens de cunho político.
Espero que tenham entendido. O texto é extenso, mas não é difícil.

16 comentários:

  1. isso é o resumo?!?!?!imagina se não fosse

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  2. Super resumo hein. rsrsrsrs

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  3. foi bem util para min,se isso foi o resumo,nem quero ler sem resumo!

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  4. Obrigada, muito bom o seu resumo!

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  5. Obrigada foi ótimo u.u

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  7. Aos que estão reclamando do tamanho do texto peço desculpas, mas é um resumo do capítulo da apostila que uso na escola que leciono e acrescento informações complementares do texto para meus alunos fazer ligações lógicas com as informações contidas na apostila, que muitas vezes por já estar bem resumido não menciona alguns fatos que são importantes para a compreensão do fato. Daí o tamanho que pode ser um pouco extenso. Aos que pesquisam on-line não será lendo um texto de 10 ou 15 linhas que ficará informado dos acontecimentos importantes que foram os dos séculos XIII e XIV europeu. Deixei extenso assim por acreditar ser muito importante a compreensão desses fatos e que são determinantes para futuras explicações. Até Mais.

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  9. Isso me ajudou muito obrigado aos criadores desse blog quem não gostou não é estudioso(a) eu tirei um 10,0 por esse texto pense no povinho burro

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  10. Resumo maravilhoso, parabéns, aos que estão reclamando do tamanho, realmente não sabem a ajuda que esse tamanhoi faz! Adorei

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  11. Otimo Resumo,fala sobre tudo que estou estudando.Obrigada

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